Doze anos de Lula ou agora é Dilma?

           Em meio a campanhas, discursos e controvérsias, foi eleita a primeira presidente mulher do Brasil. Dilma Rousseff venceu sem nunca ter participado de uma eleição. Esse fato pode se explicar pelo grande número de votos obtidos pela ex-ministra da Casa Civil provenientes de ter seu nome associado ao do Presidente Luis Inácio Lula da Silva.

            Sua campanha foi um tanto distinta, marcada por discursos do atual Presidente, por ausência em alguns debates, por supostas quebras de sigilo pessoal e por escândalos de corrupção envolvendo pessoas que ocupavam cargos de confiança do governo atual.

            Em seu discurso de posse, tratou de temas como a valorização da democracia, liberdade de imprensa e principalmente sobre o tema “mulheres”. Continuou o discurso dizendo que vai manter a inflação sob controle, otimizar os gastos públicos e a tributação e, ainda, melhorar a qualidade dos serviços públicos. Ou seja, em uma visão geral, dará continuidade as políticas do governo Lula.

            Se pensarmos por esse prisma, de dar continuidade ao governo atual, podemos ser um pouco mais otimistas. Tendo em conta que Lula foi um político chave para melhorar a imagem do Brasil no exterior, cultivando boas relações com outros governos e, com isso, colocando o país em uma posição de “liderança” internacional.

Outro fator foi a política econômica muito bem sucedida, mesmo sendo uma herança do governo Fernando Henrique Cardoso. Além disso, como política bem sucedida, temos que considerar o programa Bolsa Família que retirou milhões de brasileiros da linha da pobreza extrema.

            A visão internacional sobre a futura presidente deixa claro o papel fundamental de Lula em sua campanha. O norte-americano New York Times publicou que "Eleita, Dilma terá que agradecer a Lula, o mais popular presidente do Brasil desta geração, por transformar uma sensata burocrata e ex-estudante militar, sem experiência em cargos eletivos, em sua sucessora", enquanto o argentino Clarín diz que "A chegada dela à Presidência não seria possível sem o empenho pessoal de Lula em sua candidatura, à qual conseguiu transferir parte de sua popularidade na forma de votos".

Na Espanha o jornal El País tem uma visão distinta, não enfocando a participação de Lula na campanha eleitoral de Dilma, e publicou que ela “terá pela frente uma tarefa formidável em um dos países que melhor representa a emergência de novas potências mundiais”, além de dizer que “é uma grande gestora, mulher mais de ação do que de pensamento”.

            Sendo assim, a gestão de Dilma Rousseff é vista como uma incógnita. Para uns será como uma extensão do governo atual, sendo a nova presidente apenas uma marionete do partido e de Lula, e para outros será uma real mudança. Podemos apenas aguardar e esperar que o Brasil continue com as políticas bem sucedidas, que realmente haja uma pessoa comandando o país e que essa pessoa, tenha firmeza, inteligência e coragem para poder comandar a futura potência mundial.