Dilma: propaganda ou sinal de progresso?

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Antes de abordarmos o que vigora atualmente no Brasil no contexto das eleições para sucessão presidencial, na qual foi eleita a Sra. Dilma Rousseff, primeira presidente deste País, conforme frisado no vídeo de campanha eleitoral acima veiculado, convém expormos um sumário do que se passou previamente. Em outras palavras: é indispensável traçarmos algumas linhas gerais a respeito do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva de sorte a contribuir para a análise que será empreendida.

 Ao longo dos 8 anos que esteve diante da presidência do Brasil, Lula desempenhou um papel estratégico e vital. Fortaleceu diversos setores da economia brasileira e fomentou uma política virtuosa de redução de desigualdades, fatores que combinados atraíram a atenção de investidores estrangeiros. Esses mesmos investidores passaram a enxergar no Brasil um País fecundo e repleto de oportunidades.

Há uma sinergia inegável que inspira cada vez mais o aporte de investimentos por parte de visionários estrangeiros que não raro acreditam mais neste País que os próprios brasileiros, por mais curioso que isso possa parecer. Não por acaso, portanto, o Brasil galgou um papel fundamental no cenário mundial, ocupando posições decisivas e de destaque sobre diversos tópicos atinentes à política internacional.

Nessa onda de progresso surge Dilma Rousseff, ex-ministra do setor de Minas e Energia de Lula e filiada ao mesmo partido (PT), sendo interpretada pela maior parte dos cidadãos brasileiros como uma extensão do governo Lula. Ou seja, a imagem de Dilma está fortemente atrelada à pessoa de Lula. Tal fato pode suscitar um viés negativo de entendimento, porquanto muitos brasileiros vislumbram em Dilma uma espécie de marionete, ou melhor, títere do governante anterior, sem autonomia para decidir e formular planos de ação efetivamente concretos em consonância com a realidade brasileira.

 Essa percepção ocorre, sobretudo, porque acredita-se que Dilma não possui histórico, experiência e atributos suficientes para governar um País tão complexo como o Brasil. Logo, espera-se que o plano político adotado por Dilma seja plausível e coerente, mantendo os incentivos que permitiram ao Brasil lograr êxitos, tais como a redução de barreiras, a geração de emprego e a já referida diminuição de desigualdade, conforme observado no governo Lula. Nessa perspectiva de análise, necessário explicitar, é essencial que haja um modelo de apoio congruente, de modo que a transição de governo ocorra de maneira sensata e eficaz.

Ademais, mister assinalarmos que dentre os analistas políticos brasileiros há uma avalanche de ceticismo quanto à habilidade de Dilma para enfrentar conflitos e lidar com situações de fortes crises políticas. Cogita-se que com a ausência de Lula, Dilma não conseguirá se sustentar com a devida solidez que se espera de um líder. Contudo, montou-se uma plataforma dinâmica e inteligente de governo para Dilma, em correspondência com o plano de transição acima destacado, fato esse que pode mitigar a incerteza em relação ao futuro do governo.

Daí inferirmos por ora uma série de incógnitas acerca da figura de Dilma e de seu governo. Oxalá que a performance do Brasil permaneça robusta, atraindo a atenção do mundo de forma salutar. Para tanto, teremos que aguardar os próximos passos e ver como Dilma se portará diante desse novo desafio. Assim, urge estarmos despidos de "pré-conceitos" para avaliar o verdadeiro poder de Dilma na direção do Brasil.