Razão e Emoção: uma linha tênue

No se puede racionalizar la vida de um País si lo que se pone sobre la mesa son las emociones

 

  • Uma das perspectivas que podemos adotar para a análise da frase acima poderia ser a seguinte: para um governante tomar medidas efetivamente sérias, maduras e comprometidas com a realidade, que visem a fomentar o desenvolvimento de um País, as emoções e sentimentalismos exagerados devem ser postos de lado para dar lugar à razão e objetividade.
  • Em outras palavras, quer-se dizer que é necessário e crucial um raciocínio centrado, isto é, orientado à realidade e ao contexto histórico do País para formular políticas públicas sólidas e tomar decisões pertinentes e concretas. Ou seja, é mister abstrair de conceitos vazios, apaixonados e desprovidos de fundamento no momento de delinear estratégias e métodos de abordagens quando se pensa na conjuntura política.
  • Com efeito, é importante que haja o sentimento de emoção entre os indivíduos, até porque a história se constrói com base em acontecimentos repletos de emoções, entretanto, essa mesma emoção não pode e nem deve se materializar quando do delineamento de políticas públicas, sob o risco de prejudicar a visão realista, focada e objetiva, visão esta que deve ser a linha mestra, ou seja, a pedra de toque para o tópico da análise de políticas públicas.
  • Do breve exposto, infere-se que o foco mais adequado a ser seguido tem de ser o da razão e o da prudência. Razão para analisar as políticas de forma imparcial, não suscetível a ideais egocêntricos. Prudência para não cair na tentação de seguir o caminho das veleidades e paixões individuais.